Agosto é mês de vacinação contra raiva!

Agosto é conhecido com o mês do cachorro louco. Por isso mesmo, é o período da campanha de vacinação contra raiva, uma doença grave que atinge os animais e os seres humanos e pode matar rapidamente. Ela é transmitida através da mordida de animais infectados. Assim, a vacinação anual é obrigatória e auxilia no controle da doença.

A raiva é uma zoonose infecciosa aguda causada por um vírus e compromete o sistema nervoso central. De acordo com Daniela Baccarin, médica veterinária membro da COMAC (Comissão de Animais de Companhia), do SINDAN (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal) e gerente de Produtos da unidade Pet da MSD Saúde Animal, “os cães e gatos podem contrair a doença pelo contato com ratos ou morcegos e, uma vez infectados, podem facilmente transmiti-la aos humanos pela saliva e até por arranhões, sendo a mordida a forma mais comum de transmissão”.

Quais são os sintomas?

Nos animais, provoca comportamento agressivo (por isso o nome da doença), dilatação das pupilas, hipersalivação, dificuldade para engolir, irritação, alteração na forma de andar natural, contrações musculares faciais e paralisia dos membros. A enfermidade não tem cura e pode levar a vítima – animal ou humano – ao óbito em menos de sete dias.

Quando levar ao veterinário?

Mantenha visitas regulares ao médico veterinário e caso observe algum comportamento diferente no seu pet, consulte logo o especialista de sua confiança.  “O médico veterinário tem papel fundamental para prevenir a doença, cuidando da saúde e bem-estar do animal”, comenta Daniela.

O que fazer para evitar?

Algumas dicas:

– Manter o animal domiciliado e levá-lo para passear somente com coleira e guia, evitando contato com outros animais desconhecidos.

– Não mexer em cães e gatos desconhecidos para evitar um possível ataque (essa é difícil para Felícias de plantão como eu).

– Ao ser mordido ou arranhado por um cão ou gato, lave bem o local com água e sabão e procure orientação médica na unidade de saúde mais próxima

– Em especial para os felinos, deve-se cuidar para que não saiam à noite para locais abertos; o que evita o contato com morcegos.

– A doença tem poucos casos no Brasil, mas zonas rurais, por exemplo, podem abrigar morcegos e outros animais infectados que, por consequência, podem transmitir raiva ao seu pet. Por isso, evite que o peludo tenha contato com esses animais transmissores.

Tratamento

De acordo com a médica veterinária da Cobasi, Carla Storino Bernardes, a raiva em animais não tem tratamento. Carla desconhece estudos que tenham avançado sobre isso. O que pode ser feito é a prevenção da raiva por meio da vacinação do animal de estimação.

Vacinação

A recomendação veterinária é que cães e gatos sejam vacinados anualmente contra a doença, a partir do quarto mês de vida. Só devem receber a vacina animais que estejam saudáveis, para que a imunização seja efetiva.

O Brasil apresenta índices reduzidos da doença, graças às ações de conscientização da população sobre a importância da prevenção, ao controle dos transmissores, à vacinação, à vigilância epidemiológica e aos procedimentos de defesa sanitária.

Segundo a médica veterinária da PremieR pet, Keila Regina de Godoy, a alimentação adequada auxilia na resposta do sistema imune à vacina. “A alimentação é a principal responsável pelo fornecimento adequado dos nutrientes que servem de base para o bom desenvolvimento do sistema imune, pela multiplicação das células de defesa e pela formação de outras substâncias importantes para a imunidade”, aponta a especialista.

Sem esse cuidado, muitas vezes não é possível atingir o resultado esperado com as vacinações, dada toda a relação entre a nutrição e o sistema imunológico. Um alimento adequado para a faixa etária, o porte, a raça, o nível de atividade física, bem como as condições fisiológicas e corporais é fundamental para garantir a boa imunidade e a saúde geral dos cães e gatos.

Estamos sempre de portas abertas para atende-los e vacinar o seu pet.

Leave a reply