Dor em Animais de Companhia como Identificar

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem hoje mais de 50 milhões de cães e 22 milhões de gatos de estimação. Metade dos tutores desses animais consideram seus pets como membros da família e cuidam com atenção para que eles tenham vida longa e com qualidade. Mas, você sabe identificar se o seu pet está com dor? O doutor em veterinária e sócio do Centro Integrado de Especialidades Veterinárias (CIEV), Alexandre Schmaedecke, aponta alguns sinais de que algo não vai bem com cães e gatos:

  1. Diminuição do movimento: antes o animal subia no sofá, por exemplo, e agora não faz mais isso;
  2. Perda de apetite;
  3. Mudança do olhar: de acordo com o doutor, é algo que os tutores conseguem perceber;
  4. Faz passeios mais curtos, logo se cansa, ou precisa se deitar;
  5. No caso de gatos, quando ele começa a fazer as necessidades em outro lugar, é sinal de que algo não vai bem.

Quando qualquer sintoma desses aparece, é fundamental levar o animal para exames. “Passar por uma triagem e identificar assim que possível o que está acontecendo faz com que o tratamento seja mais efetivo”, conta Schmaedecke que aponta o fato dos animais viverem mais como um dos motivos para o aumento de episódios de dor e problemas articulares. Ainda assim, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem até reverter a situação.

Check up é importante

Um fato importante a considerar é que os pets hoje vivem mais do que no passado – não é raro ter cães com 16, 18 anos – graças às melhores condições, como alimentação, tratamentos etc. Mas, da mesma forma como acontece com as pessoas, quanto mais idosos, mais atenção eles demandam. O doutor Alexandre orienta alguns cuidados para prevenir doenças e dores: dieta adequada, exercícios e fazer check up uma vez ao ano. “Os pets devem ser cuidados como cuidamos de nossos familiares e de nós mesmos”, conta o médico.

No check up anual são feitos exames de sangue, avaliação física geral, exame cardiológico e o ultrassom. Infelizmente essa rotina não faz parte de muitas famílias. O correto é ter um veterinário desde a chegada do animal à família, alguém de confiança que cuidará dele e indicará os melhores procedimentos. “É importante lembrar que, quanto mais cuidado e prevenção correta, mais tempo ele viverá”, finaliza o médico.

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