Eclâmpsia em cadelas

Popularmente conhecida como febre do leite ou tetania puerperal, a eclâmpsia em cadelas e uma descalcificação que tem relação com a lactação. Ocorre perda acentuada de cálcio no organismo, o que leva a um desequilíbrio. Cadelas que possuem número maior de filhotes, são as mais propensas a desenvolver a patologia. Outro grupo de risco são as fêmeas que apresentam comportamento agressivo e com maior tensão.

A doença pode se manifestar em qualquer fase após o nascimento dos filhotes. Porém, é mais comum observar os sintomas após três semanas de vida do pet. Aliás, é justamente sobre os sinais mais comuns de serem observados que nos falaremos no próximo tópico. Fique com a gente até o final e boa leitura!

Estágios da Eclâmpsia

A eclâmpsia em cadelas apresenta diferentes estágios e para cada um deles, uma característica diferente. Primeiramente, o animal costuma perder o apetite e aparenta cansaço intenso. Além disso, é comum ocorrer:

  • Tremor muscular local;
  • Rigidez dos membros;
  • Animais muito agitados;
  • Dificuldade para respirar;
  • Elevação da temperatura corporal.

Após o parto podem ocorrer convulsões e em casos mais severos, a redução de cálcio no organismo pode provocar taquiarritmias cardíacas e cataratas. Aliás, o quadro avançado representa muitos perigos para a vida do pet. Assim, é fundamental que o médico veterinário esteja muito bem preparado. Afinal, tudo acontece muito rápido e em menos de meia hora o animal pode vir a óbito.

Algumas raças são mais propensas

Algumas raças costumam ter um número maior de filhotes, o que faz com que elas sejam mais propensas a desenvolver a eclâmpsia. Isso, porque são maiores as exigências de esforço físico e também o desgaste. As principais raças são:

  • Pinscher miniatura;
  • Chihuahua;
  • Poodle;
  • Shi-tzu;
  • Toy.

Como é feito o tratamento?

Inicialmente é preciso entender que a eclâmpsia em cães não pode ter os seus sinais subestimados. Sabemos que se trata de uma doença séria e que pode ser fatal. Em boa parte dos casos, o tratamento é feito através da administração endovenosa e lenta de uma solução de cálcio orgânico.

Como sempre a prevenção é o melhor remédio, para todos os animais tomar cuidado com a alimentação é fundamental. Porém, no caso das cadelas é preciso ter mais atenção ainda. O ideal é fornecer ração adequada para as necessidades do animal, e junto a ela fornecer um suplemento a base de cálcio. A demanda de cálcio aumenta muito durante a gravidez, os ossos dos filhotes estão se formando. E  mais, sem contar o volume de leite que será produzido.

Cuidados com o período de lactação 

Não só em cães como também em cadelas, existem algumas doenças que são observadas durante o período de lactação. Da mesma forma, a mastite canina, pode afetar as cadelas durante o período de gestação ou mesmo aquelas que passaram por um parto recente. Nesta fase a mãe tem uma queda em suas defesas, o que a torna mais vulnerável a ataque de agentes patogênicos.

Os germes chamados de estafilococos se aproveitam da baixa imunidade e conseguem se instalar no leite materno. Conseguem passar pelas mamas e provocar a infecção conhecida como mastite. O principal e mais perceptível sinal é a perda de apetite das cadelas, o que não é comum. Afinal, elas está se alimentando para suprir não apenas as suas necessidades.

Viu só como a eclâmpsia em cadelas é um assunto sério?

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